CAPÍTULO I - HISTÓRIA DA ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA DO TRABALHO
1. CONCEITO
A organização científica do trabalho é a definição das tarefas e das condições de execução das mesmas. É a especificação do conteúdo e inter-relação dos cargos, de modo a satisfazer os requisitos organizacionais e tecnológicos.
A partir dessa unidade veremos como o trabalho evoluiu assim como sua organização.
2. EVOLUÇÃO DO TRABALHO
Historicamente o trabalho, quando do seu surgimento, foi visto de forma negativa. Aliás, a própria origem da palavra trabalho é negativa. Ela se originou do latim tripalium que significava tortura.
Nos primórdios da humanidade o homem trabalhava para ele mesmo e com o intuito de sobreviver. Dedicava-se à caça e a pesca, pois daí conseguia alimento pra si e sua família.
Com a evolução da humanidade e conseqüentemente da sociedade (já que o homem por sua natureza, não vive só, mas em grupo), com o surgimento da moeda e do comércio, as relações entre os indivíduos foram se modificando. A divisão da sociedade em classes foi inevitável, bem como a distribuição de papéis e tarefas.
Na Grécia Antiga e na Idade Média o trabalho era desvalorizado por estar reservado aos escravos e aos servos.
Com as corporações de ofício, o trabalhador era detentor dos instrumentos de produção, participando de todas as etapas do processo produtivo – da idealização do produto até sua confecção e colocação no mercado.
As Grandes Navegações possibilitaram a conquista de novos mercados e a acumulação de capital. Novas descobertas, técnicas e invenções, tal como a máquina de tear, juntamente com o capital acumulado tornaram viável a implantação do sistema fabril de produção. O sistema fabril interferiu diretamente nas corporações de ofício, que aos poucos foram se extinguindo. Os artesãos e seus familiares pararam de produzir, pois não podiam concorrer com as fábricas, e foram obrigados a vender sua força de trabalho em troca de salário.
Essa divisão social do trabalho limitou a atividade do trabalhador à execução de tarefas, fiando o mesmo excluído de qualquer participação nas decisões referentes ao processo de trabalho.
Era a Revolução Industrial. A utilização da máquina a vapor promoveu a mecanização da indústria têxtil e, conseqüentemente, um notável crescimento na produção industrial de tecidos. Também foi o momento do desenvolvimento da metalurgia e o deslocamento da economia do setor primário (agricultura) para o setor secundário (indústria).
Ficou, assim, instituída a divisão social do trabalho, ou seja, a distribuição de tarefas próprias. Modernamente essa divisão se faz segundo a diferenciação entre o fazer e o pensar, entre os trabalhadores que idealizam e aqueles que executam a produção.
Tem origem assim uma nova classe social: o proletariado.
O termo proletariado significava a camada social formada por indivíduos caracterizados pela sua qualidade permanente de assalariados.
Essa divisão do trabalho modificou radicalmente as relações de produção em que o trabalhador aparece vinculado ao produto do seu trabalho, tendo uma atividade limitada à execução de tarefas, sem qualquer participação nas decisões referentes ao processo de trabalho.
Em seguida ao processo de industrialização ocorreu a revolução pós-industrial, caracterizada pela ampliação dos serviços, que passam a compreender o setor terciário da economia. Essa ampliação deu-se em decorrência da evolução tecnológica e da complexidade das organizações industriais, cujas atividades passam a depender, cada vez mais, de técnicas de informação e comunicação.
Fazia-se necessário uma mão-de-obra crítica e criativa, com aptidão para trabalho em equipe, que assumisse responsabilidades e com capacidade para exerce tarefas variadas.
3. SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
3.1. TAYLORISMO E FORDISMO – SISTEMA DE LINHA DE MONTAGEM
Taylorismo é o nome dado ao movimento de racionalização do trabalho criado por Frederick Taylor (1856-1915). Ele apresentou técnicas de racionalização do trabalho operário, buscando organizar o trabalho cientificamente. Essa organização do trabalho traria como benefícios o aumento da eficiência do trabalho, redução dos custos e aumento dos lucros.
“Tempo é dinheiro". Esta é a máxima que melhor define o Taylorismo. O objetivo era sistematizar a produção, aumentar a produtividade, economizar tempo e suprimir gastos desnecessários no interior do processo produtivo
Para Taylor o trabalhador é preguiçoso e usa seus movimentos de forma inadequada, desperdiçando tempo e diminuindo a produtividade da empresa. Assim, Taylor elevou o conceito de controle da gerência, defendendo a necessidade absoluta desta impor ao trabalhador uma maneira rigorosa de execução do seu trabalho e com isso aumentar a produção diária.
Através de uma análise racional, por meio da cronometragem de cada fase do trabalho, eliminou os movimentos longos e inúteis e conseguiu aumentar a produção.
Observou que existia uma grande variedade de modos de operação para cada atividade e considerando que os trabalhadores não poderiam escolher as melhores, seja pela falta de instrução ou capacidade mental, cabia aos gerentes o papel de tomar decisões e controlar o processo de trabalho. Quanto aos empregados, estes podiam ser treinados, “programados” para executar melhor as tarefas. Era necessário separar o planejamento da execução do trabalho.
Para conseguir o apoio dos trabalhadores, Taylor criou um discurso e o anunciou como um projeto de cooperação entre trabalho e capital. Ele estabeleceu uma relação formal entre esses dois sujeitos (trabalho e capital) que sempre foram histórica e politicamente desiguais. Taylor dizia que a melhoria do capital (empresa) trazia melhorias para o trabalho (operário).
Primeiro ele induziu o pensamento de que trabalho e capital se fortalecem com prosperidade e cooperação. O discurso da prosperidade se desdobrou para a produção. A cooperação se converteu em eficiência e aperfeiçoamento de pessoal. Então, para aumentar a prosperidade (produção) os operários precisavam de muita cooperação (eficiência). É a partir daí que os mecanismos de controle começam a vir à tona: para aumentar a eficiência, era necessário aumentar o ritmo segundo as habilidades de cada trabalhador. Tal fato traz embutida a necessidade de ter uma organização, um corpo, alguém para classificar as habilidades e potencialidades de cada operário. Esse mesmo corpo classificador ainda teria a incumbência de articular essas potencialidades com o ritmo maior para então maximizar a produção. Esse corpo, segundo Taylor, é a administração científica.
Taylor queria se apropriar do corpo do operário. E da mente também. Para isso ele acrescenta o seu discurso com enunciados para a apropriação do saber, começando por demonstrar a “necessidade” da especialização de tarefas (trabalho manual e trabalho intelectual) na cooperação. Assim, caso o operário (egoísta e voltado para seus interesses) tivesse alguma idéia para tornar o processo produtivo mais eficiente, deveria informá-la à administração para que esta pudesse fazer uma análise. Sendo adotado o novo método sugerido pelo operário, “conferir-se-á honra ao trabalhador por sua idéia e ser-lhe-á pago prêmio como recompensa” (Taylor).
Enfim, Taylor reduziu o homem a gestos e movimentos, sem capacidade de desenvolver atividades mentais.
Princípios da Teoria de Taylor
• Seleção científica do trabalhador: o trabalhador deve desempenhar a tarefa mais compatível com suas aptidões.
1. CONCEITO
A organização científica do trabalho é a definição das tarefas e das condições de execução das mesmas. É a especificação do conteúdo e inter-relação dos cargos, de modo a satisfazer os requisitos organizacionais e tecnológicos.
A partir dessa unidade veremos como o trabalho evoluiu assim como sua organização.
2. EVOLUÇÃO DO TRABALHO
Historicamente o trabalho, quando do seu surgimento, foi visto de forma negativa. Aliás, a própria origem da palavra trabalho é negativa. Ela se originou do latim tripalium que significava tortura.
Nos primórdios da humanidade o homem trabalhava para ele mesmo e com o intuito de sobreviver. Dedicava-se à caça e a pesca, pois daí conseguia alimento pra si e sua família.
Com a evolução da humanidade e conseqüentemente da sociedade (já que o homem por sua natureza, não vive só, mas em grupo), com o surgimento da moeda e do comércio, as relações entre os indivíduos foram se modificando. A divisão da sociedade em classes foi inevitável, bem como a distribuição de papéis e tarefas.
Na Grécia Antiga e na Idade Média o trabalho era desvalorizado por estar reservado aos escravos e aos servos.
Com as corporações de ofício, o trabalhador era detentor dos instrumentos de produção, participando de todas as etapas do processo produtivo – da idealização do produto até sua confecção e colocação no mercado.
As Grandes Navegações possibilitaram a conquista de novos mercados e a acumulação de capital. Novas descobertas, técnicas e invenções, tal como a máquina de tear, juntamente com o capital acumulado tornaram viável a implantação do sistema fabril de produção. O sistema fabril interferiu diretamente nas corporações de ofício, que aos poucos foram se extinguindo. Os artesãos e seus familiares pararam de produzir, pois não podiam concorrer com as fábricas, e foram obrigados a vender sua força de trabalho em troca de salário.
Essa divisão social do trabalho limitou a atividade do trabalhador à execução de tarefas, fiando o mesmo excluído de qualquer participação nas decisões referentes ao processo de trabalho.
Era a Revolução Industrial. A utilização da máquina a vapor promoveu a mecanização da indústria têxtil e, conseqüentemente, um notável crescimento na produção industrial de tecidos. Também foi o momento do desenvolvimento da metalurgia e o deslocamento da economia do setor primário (agricultura) para o setor secundário (indústria).
Ficou, assim, instituída a divisão social do trabalho, ou seja, a distribuição de tarefas próprias. Modernamente essa divisão se faz segundo a diferenciação entre o fazer e o pensar, entre os trabalhadores que idealizam e aqueles que executam a produção.
Tem origem assim uma nova classe social: o proletariado.
O termo proletariado significava a camada social formada por indivíduos caracterizados pela sua qualidade permanente de assalariados.
Essa divisão do trabalho modificou radicalmente as relações de produção em que o trabalhador aparece vinculado ao produto do seu trabalho, tendo uma atividade limitada à execução de tarefas, sem qualquer participação nas decisões referentes ao processo de trabalho.
Em seguida ao processo de industrialização ocorreu a revolução pós-industrial, caracterizada pela ampliação dos serviços, que passam a compreender o setor terciário da economia. Essa ampliação deu-se em decorrência da evolução tecnológica e da complexidade das organizações industriais, cujas atividades passam a depender, cada vez mais, de técnicas de informação e comunicação.
Fazia-se necessário uma mão-de-obra crítica e criativa, com aptidão para trabalho em equipe, que assumisse responsabilidades e com capacidade para exerce tarefas variadas.
3. SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
3.1. TAYLORISMO E FORDISMO – SISTEMA DE LINHA DE MONTAGEM
Taylorismo é o nome dado ao movimento de racionalização do trabalho criado por Frederick Taylor (1856-1915). Ele apresentou técnicas de racionalização do trabalho operário, buscando organizar o trabalho cientificamente. Essa organização do trabalho traria como benefícios o aumento da eficiência do trabalho, redução dos custos e aumento dos lucros.
“Tempo é dinheiro". Esta é a máxima que melhor define o Taylorismo. O objetivo era sistematizar a produção, aumentar a produtividade, economizar tempo e suprimir gastos desnecessários no interior do processo produtivo
Para Taylor o trabalhador é preguiçoso e usa seus movimentos de forma inadequada, desperdiçando tempo e diminuindo a produtividade da empresa. Assim, Taylor elevou o conceito de controle da gerência, defendendo a necessidade absoluta desta impor ao trabalhador uma maneira rigorosa de execução do seu trabalho e com isso aumentar a produção diária.
Através de uma análise racional, por meio da cronometragem de cada fase do trabalho, eliminou os movimentos longos e inúteis e conseguiu aumentar a produção.
Observou que existia uma grande variedade de modos de operação para cada atividade e considerando que os trabalhadores não poderiam escolher as melhores, seja pela falta de instrução ou capacidade mental, cabia aos gerentes o papel de tomar decisões e controlar o processo de trabalho. Quanto aos empregados, estes podiam ser treinados, “programados” para executar melhor as tarefas. Era necessário separar o planejamento da execução do trabalho.
Para conseguir o apoio dos trabalhadores, Taylor criou um discurso e o anunciou como um projeto de cooperação entre trabalho e capital. Ele estabeleceu uma relação formal entre esses dois sujeitos (trabalho e capital) que sempre foram histórica e politicamente desiguais. Taylor dizia que a melhoria do capital (empresa) trazia melhorias para o trabalho (operário).
Primeiro ele induziu o pensamento de que trabalho e capital se fortalecem com prosperidade e cooperação. O discurso da prosperidade se desdobrou para a produção. A cooperação se converteu em eficiência e aperfeiçoamento de pessoal. Então, para aumentar a prosperidade (produção) os operários precisavam de muita cooperação (eficiência). É a partir daí que os mecanismos de controle começam a vir à tona: para aumentar a eficiência, era necessário aumentar o ritmo segundo as habilidades de cada trabalhador. Tal fato traz embutida a necessidade de ter uma organização, um corpo, alguém para classificar as habilidades e potencialidades de cada operário. Esse mesmo corpo classificador ainda teria a incumbência de articular essas potencialidades com o ritmo maior para então maximizar a produção. Esse corpo, segundo Taylor, é a administração científica.
Taylor queria se apropriar do corpo do operário. E da mente também. Para isso ele acrescenta o seu discurso com enunciados para a apropriação do saber, começando por demonstrar a “necessidade” da especialização de tarefas (trabalho manual e trabalho intelectual) na cooperação. Assim, caso o operário (egoísta e voltado para seus interesses) tivesse alguma idéia para tornar o processo produtivo mais eficiente, deveria informá-la à administração para que esta pudesse fazer uma análise. Sendo adotado o novo método sugerido pelo operário, “conferir-se-á honra ao trabalhador por sua idéia e ser-lhe-á pago prêmio como recompensa” (Taylor).
Enfim, Taylor reduziu o homem a gestos e movimentos, sem capacidade de desenvolver atividades mentais.
Princípios da Teoria de Taylor
• Seleção científica do trabalhador: o trabalhador deve desempenhar a tarefa mais compatível com suas aptidões.
• Desenvolvimento: necessidade de treinar os trabalhadores, pois, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.
• Trabalho em equipe: “duas cabeças pensam melhor que uma” é uma expressão verdadeira de que quando uma atividade é realizada por mais de uma pessoa, ela se torna mais fácil e possivelmente será mais bem executada. É mais fácil surgir uma boa idéia quando o trabalho é em equipe do que quando trabalhamos sozinhos.
• Divisão do trabalho: em trabalho manual e trabalho intelectual, com transformação de tarefas complexas, em várias tarefas simples.
• Gerentes planejam e operários executam: dentro dessa divisão do trabalho cabe aos gerentes planejar como o trabalho deverá ser executado, estabelecendo os meios, os prazos e os melhores equipamentos e métodos. Antes de realizar a tarefa é necessário um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.
O Fordismo ganhou esse nome por causa do seu criador, Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company.Visando obter maior intensidade no processo de trabalho, Henry Ford retoma e desenvolve o taylorismo através de dois princípios complementares. Os mesmos são definidos pela integração, por meio de esteiras ou trilhos dos diversos segmentos do processo de trabalho, assegurando o deslocamento das matérias primas em transformação; e pela fixação dos trabalhadores em seus postos de trabalho.
Henry Ford deu início a um conceito de integração entre produção e consumo, que marcou o desenvolvimento econômico norte-americano e se estendeu por todo o mundo desenvolvido.
Incorporou os ensinamentos de Frederick W. Taylor de dividir a produção em tarefas especializada e as organizou numa seqüência linear. Criou assim a linha de produção, para a montagem do automóvel. As peças vinham em esteiras rolantes e cada operário realizava uma etapa da produção, fazendo com que a produção necessitasse de altos investimentos e grandes instalações.
A linha de produção foi organizada para uma atividade que era essencialmente de encaixe sucessivo de peças e partes prontas, até formar um conjunto. Como uma seqüência de montagem, a condição primária, para que ela fluísse, era a padronização: uma linha não poderia parar por conta de uma peça que não encaixasse. Por isso, ele só podia produzir um único modelo de carro, com tudo padronizado. Dessa forma Ford conseguiu produzir o T-29 a custos menores, vendendo milhares e dando início à era da produção industrial em massa.
Para conseguir a maior produtividade do trabalhador, o trabalho foi desmembrado numa sucessão de trabalhos elementares, cabendo ao operário realizar repetida e sucessivamente a mesma operação ao longo da sua jornada de trabalho. Segundo a visão taylorista / fordista ele fazia o mesmo papel que poderia fazer uma máquina. O operário seria treinado para uma operação simples, precisava ter concentração absoluta com o seu trabalho.
A organização científica do trabalho correspondia ao capitalismo vigente, em que a quantidade (produção padronizada em série) era tida como fator de competitividade, de conquista de mercado e acumulação de capital. Em função do taylorismo/fordismo o trabalhador foi desqualificado, reduzido a um mero repetidor de gestos mecânicos e rotineiros.
A organização científica do trabalho correspondia ao capitalismo vigente, em que a quantidade (produção padronizada em série) era tida como fator de competitividade, de conquista de mercado e acumulação de capital. Em função do taylorismo/fordismo o trabalhador foi desqualificado, reduzido a um mero repetidor de gestos mecânicos e rotineiros.
3.2 TOYOTYSMO - PÓS – FORDISMO – O SISTEMA PRODUTIVO FLEXÍVEL
Em meados dos anos 70 o avanço científico-tecnológico alterou os padrões de concorrência das empresas, permitindo que fossem repensadas as formas de organização do trabalho. Houve uma transformação organizacional da produção como forma de se proteger das grandes mudanças que ocorriam.
Os mercados estavam ficando cada vez mais diversificados e as transformações tecnológicas faziam os equipamentos de produção que tinham apenas um objetivo se tornassem obsoletos. O sistema de produção e massa se tornou demasiadamente rígido e dispendioso para as características da nova economia.
Foi nesse contexto que surgiu o Toyotismo um modo novo de gerenciamento de produção. É um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1980. Surgiu no Japão após a II Guerra Mundial, mas só a partir da crise capitalista da década de 1970. Nele os trabalhadores se tornam especialistas multifuncionais. Ele elevou a produtividade das companhias automobilísticas japonesas e passou a ser considerado um modelo do sistema produtivo flexível. Mais do que isso é uma nova lógica de produção de mercadorias, novos princípios de administração da produção capitalista, de gestão da força de trabalho. Exigência da nova tecnologia e da globalização da economia.
A tecnologia de base microeletrônica, sem alterar a produtividade, permite produzir menor quantidade de artigos para o atendimento a demandas fracionadas ou individualizadas, conforme as exigências do consumidor. Ao invés da quantidade e padronização, o padrão passa a ser a qualidade, a despadronização e a personalização da produção.
Dentre as suas características temos: relacionamento cooperativo entre gerentes e trabalhadores, ou seja, uma hierarquia administrativa horizontal; controle rígido da qualidade; não há mais uma rígida separação entre a direção (que pensa) e o operário (que executa); implantação o sistema de qualidade total e controle total de qualidade.
Se, no sistema fordista de produção em massa, a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo, no toyotismo, o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo.
Sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.
Essa nova forma de organização introduziu dois aspectos fundamentais à reorganização do trabalho: a redução da divisão social do trabalho – extremamente rígida no modelo anterior- e a exigência de elevação da qualificação do trabalhador.
Sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.
Essa nova forma de organização introduziu dois aspectos fundamentais à reorganização do trabalho: a redução da divisão social do trabalho – extremamente rígida no modelo anterior- e a exigência de elevação da qualificação do trabalhador.
3.3. O SISTEMA PRODUTIVO E O MERCADO DE TRABALHO NA SOCIEDADE ATUAL
Na era contemporânea, o sistema produtivo e o mercado de trabalho são bem diferentes do que foram na modernidade passada. Nessa alta modernidade há uma flexibilidade e instabilidade de emprego. Houve um crescimento acelerado no setor de serviços, um aumento das mulheres no mercado de trabalho, aumento do desemprego.
Na era contemporânea, o sistema produtivo e o mercado de trabalho são bem diferentes do que foram na modernidade passada. Nessa alta modernidade há uma flexibilidade e instabilidade de emprego. Houve um crescimento acelerado no setor de serviços, um aumento das mulheres no mercado de trabalho, aumento do desemprego.
Uma transformação no capitalismo incorporou a tecnologia da informação e sofisticou a forma de ganhar dinheiro. Dessa forma, o emprego passa a exigir maior escolaridade e flexibilidade. É preciso investir em cursos, treinamentos e capacitação, isto é, o indivíduo precisa desenvolver habilidades e capacidades.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
1. O que é organização científica do trabalho?
2. Quais o benefícios trazidos pela organização científica?
3. O que é Taylorismo?
4. Qual o objetivo do Taylorismo?
5. Como Taylor via o trabalhador?
6. Como Taylor eliminou os movimentos longos e inúteis?
7. Como funciona a divisão do trabalho?
8. Como funcionava o discurso de cooperação entre trabalho e capital?
9. Como Taylor conseguiu dominar a mente do operário?
10. Como funcionava o sistema de linha de montagem criado por Ford?
11. O que é sistema just in time?
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
1. O que é organização científica do trabalho?
2. Quais o benefícios trazidos pela organização científica?
3. O que é Taylorismo?
4. Qual o objetivo do Taylorismo?
5. Como Taylor via o trabalhador?
6. Como Taylor eliminou os movimentos longos e inúteis?
7. Como funciona a divisão do trabalho?
8. Como funcionava o discurso de cooperação entre trabalho e capital?
9. Como Taylor conseguiu dominar a mente do operário?
10. Como funcionava o sistema de linha de montagem criado por Ford?
11. O que é sistema just in time?
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