segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Como se comportar durante a entrevista


Segundo os especialistas, o futuro candidato é escolhido 30 segundos após sua entrada na sala do entrevistador. Não se esqueça: a primeira impressão é a que fica. Então, veja as dicas:


1. Ao ser anunciado, entre tranqüilo, respire fundo e deseje à você mesma boa sorte;

2. Não se desespere e vá entrando de vez na sala. Pare na porta, cumprimente e peça "licença" para entrar;


3. Mantenha sua expressão fisionômica leve e um sorriso sereno: o carisma é fundamental;

4- Não estenda a mão para o(a) entrevistador(a), espere que ele(a) tenha essa atitude;
5. Caso haja o cumprimento seguido de um aperto de mão, mantenha seus pertences no braço e na mão esquerda (se for canhoto, na direita) para não causar embaraço e constrangimento na hora de dar a mão;

6. Não se esqueça da importância do aperto de mão, firme e natural;
7. Só sente se for convidado. Se não, permaneça em pé até receber o convite verbal para a atitude. Em seguida, agradeça;

8. Caso esteja com uma pasta, uma agenda, uma bolsa, uma maleta, ou qualquer outro pertence, não os coloque sobre a mesa do entrevistador. Mantenha-os sobre o colo, mas cuidado para não se sentir como se estivesse com um "escudo" de proteção. Havendo uma cadeira vazia, coloque sobre ela;

9. Por mais cansado, ansioso ou tranqüilo que possa estar, não sente na cadeira de qualquer jeito. Mantenha uma boa postura e a parte superior do corpo projetada um pouco para frente;

10. Não cruze os braços, evite a impressão de insegurança ou defesa;

11. Olhe nos olhos do entrevistador. Isso passa segurança e confiança;
12. Use todos seus sentidos e não se distraia durante a entrevista;

13. Não minta e, no caso de respostas comprometedoras sobre o antigo trabalho ou a antiga empresa, prefira omitir;

14. Evite gesticular muito com as mãos;

15. Durante a conversa, evite gírias, trejeitos e mascar chicletes;

16. Caso o entrevistador lhe ofereça uma xícara de café ou chá, não recuse por educação nem aceite por obrigação. Dizer "obrigado(a)" só não basta. Dessa forma não dá para saber se você aceitou a tal café ou não. O certo é: "sim, obrigado(a)" ou "não, obrigado(a)". Lembre-se: a xícara na mão direita e, o pires na mão esquerda. Os biscoitinhos poderão esfarelar sobre a sua roupa, portanto, é melhor recusar. Não seria elegante falar com a boca cheia nem ter que se levantar para sacudir as migalhas. Trata-se de uma entrevista e não de um chá informal;
Se o entrevistador não lhe oferecer água nem café, ou se você sentir necessidade de ir ao banheiro (por isso que é importante ir antes de entrar na sala), não interrompa a conversa. Deixe sua água, café ou banheiro para a hora que terminar a entrevista;

17. Se o entrevistador fumar e a fumaça te incomodar, o jeito é suportar até o término da entrevista. Se você tiver uma renite alérgica ou problema respiratório, mencione (com delicadeza e bom senso). Se você também fuma nem pense em acender um cigarro e também não peça permissão para fumar. Deixe o cigarrinho para mais tarde;

18. Se o entrevistador atender algum telefonema, não fique encarando-o(a) enquanto ele(a) estiver falando ao telefone. Disfarce abrindo sua agenda ou olhe em direção à janela. Se o assunto for demorado ou muito pessoal, convém levantar-se da cadeira deixando o entrevistador à vontade. Cabe ao entrevistador evitar receber continuamente telefonemas durante a entrevista para não interromper ou dispersar os assuntos e interesses em pauta;
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Leis amparam 'Big Brother' no trabalho


Bloquear o acesso a sites e programas, monitorar a navegação dos funcionários e até espionar e-mails enviados e recebidos.

Perante a lei, as empresas têm o direito de fazer isso? Ou é invasão de privacidade?

De acordo com a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck, tanto os computadores como a internet e a conta de e-mail corporativa pertencem à empresa e, portanto, podem ser monitorados e controlados. "A Justiça já reconhece isso. O funcionário deve estar ciente que está sendo vigiado. Uma 'boa prática' é avisar isso aos empregados" .

Cada vez mais, as empresas fazem com que os empregados assinem termos de compromisso quando são admitidos. "Pela visão das empresas, é uma forma de se resguardar judicialmente, uma vez que o funcionário não poderá, em tese, reverter uma demissão 'porque não sabia'", explica o advogado especializado em direito digital Omar Kaminski. "E o funcionário não tem escolha e nem pode discordar desses termos. Se não quiser aceitar, é melhor procurar outra empresa para trabalhar."

Quando o funcionário é flagrado infringindo as normas - que ele assinou - corre o risco de ser demitido por justa causa, ou seja, sem receber parte dos direitos trabalhistas a que teria acesso no caso de ser dispensado por decisão da empresa (sem justa causa). "Existe uma certa tolerância das empresas", diz Kaminski. "Mas já existem centenas de demissões. Geralmente acontece quando o empregado fica o dia inteiro na internet, quando ele falou mal da empresa pela web ou vazou alguma informação sigilosa."

Fonte: Estadão
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domingo, 30 de agosto de 2009

Internet no trabalho...quais os limites?


Quais os limites para o uso da internet no trabalho?
Em uma época em que os profissionais precisam estar muito conectados e bem informados, saber como utilizar a rede mundial sem abusos é uma tarefa das mais complicadas.

Nem sempre as empresas se preocupam em estabelecer uma política transparente do que pode e do que não pode ser feito na rede. E nem sempre os funcionários têm elementos para se autopoliciar no dia-a-dia do trabalho. É aceitável acessar o e-mail pessoal, por exemplo?

As liberdades variam de acordo com a empresa e seu tipo de atividade, assim como a profissão e o cargo.

Em empresas de telemarketing, não é permitido usar a web durante o expediente. Em bancos, só tem acesso quem precisa da rede para exercer sua função. E, mesmo assim, com bloqueios. Em agências de publicidade, quase tudo é liberado, até sites pessoais, mas, se o usuário perder produtividade, está frito. Em empresas de comunicação, usar a internet é uma questão de sobrevivência, mas há limites para acessar sites pornográficos, fazer downloads ou enviar correntes por e-mail.

Muitas empresas simplesmente bloqueiam o acesso a sites e programas. Ao tentar acessar o Orkut ou o MSN, por exemplo, o funcionário recebe uma mensagem de erro. Tradução: o empregador não quer que o funcionário acesse esse tipo de conteúdo, que não tem a ver com o trabalho.

Segundo um estudo do instituto Qualibest, 53% das companhias brasileiras impõem bloqueios ao uso da rede. Mesmo aquelas que buscam conscientizar os funcionários, como a Petrobras. "É para assegurar que não estejamos expostos a riscos de segurança, como vírus, e que se mantenha o código de ética da empresa, que é não tolerar pornografia, envio de correntes de e-mail e atividades político-partidárias", diz Pedro Arruda, gerente de segurança empresarial da companhia de petróleo. MSN e Orkut, por exemplo, estão fora.

Há, entretanto, quem burle as regras. Mesmo quando um determinado site é bloqueado, há serviços, chamados proxies, que permitem enganar os sistemas de segurança para acessar, por exemplo, o Orkut.

Em outros casos, os funcionários têm acesso à web, mas a empresa os orienta a não acessar determinados sites ou serviços. Funciona? Algumasvezes sim, outras não. Ou, quem sabe, mais ou menos. "Dou uma entradinha de manhã no Orkut, só para checar. Mas é rápido e não deixo ninguém ver", diz a redatora publicitária Eliana Loureiro, de 29 anos. "Nunca vi ninguém ser punido por isso."

Quando as restrições são grandes, é melhor se conformar ou encontrar uma maneira de burlar a proibição? Uma boa dica é se informar sobre os limites, conhecer os motivos e, se for o caso, argumentar sobre a importância de ter acesso a esse ou àquele serviço.
"Procure conhecer os limites impostos pelas empresas", sugere Patrícia Resch, diretora da consultoria de RH Resch. "Se o funcionário não é informado sobre as restrições quando é admitido, deve tomar a iniciativa e perguntar. Se não houver uma regra ou for tudo liberado, mesmo assim deve-se usar o bom senso", diz. É importante saber que certos abusos podem resultar em demissão por justa causa.
O micro é da empresa, assim como a conexão à internet. Os empregados precisam respeitar as regras. Se isso não acontecer, a Justiça entende que o funcionário cometeu falta grave", diz Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital. Nesse caso, o funcionário demitido não recebe os direitos trabalhistas.
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