sexta-feira, 17 de julho de 2009

Capítulo IV - Liderança Eficaz

CAPÍTULO IV


LIDERANÇA EFICAZ


1. CONCEITO


Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados para que estes contribuam da melhor forma com os objetivos do grupo ou da organização.

È por isso que o líder é fundamental para as empresas. Esse é um tema importante para os
gestores devido ao papel fundamental que os líderes representam na eficácia do grupo e da organização.

Mas liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário. Ao contrário do que existia no passado (líder autocrata, que apenas mandava e era obedecido por todos), hoje o papel do líder é muito maior e mais importante. Liderança exige paciência,
disciplina, humildade, respeito e compromisso.

Observe que apesar de a liderança ser importante para a gerência e estreitamente relacionada a ela, liderança e
gerência não são iguais. Planejamento, orçamento, controle, manutenção da ordem, desenvolvimento de estratégias e outras atividades fazem parte do gerenciamento. Gerência é o que fazemos. Liderança é quem somos.
Uma pessoa pode ser um gerente eficaz, um bom planejador e um gestor justo e organizado e, mesmo assim, não ter as capacidades motivacionais de um líder. Ou simplesmente pode ocorrer o contrário. Uma pessoa pode ser um gerente ineficaz, porém, em contrapartida, ter as habilidades necessárias para
um bom líder.

2. CARACTERÍSTICAS

Antes de qualquer coisa, o líder tem de gostar de pessoas. Dessa forma, torna-se muito mais fácil lidar com elas e administrar conflitos, permitindo que o clima organizacional seja ideal para o serviço. Para isso a liderança se sustenta em dois pilares principais: emoção e conhecimento.
O pilar emocional se desdobra no grau de respeito que a equipe tem pelo líder. Saber se relacionar com os colaboradores com respeito e educação, saber escutar e delegar, ter empatia, preocupar-se com a evolução e os direitos da equipe são características emocionais fundamentais ao líder.
O pilar do conhecimento é o nível de confiança que a equipe tem pelo líder. Ele precisa se atentar à sua área de atuação, sua empresa, à situação de seus colaboradores e possuir uma boa cultura geral. Ser um ponto de referência para o seu grupo é a principal base desse pilar.

Quem pode ser líder?

Pode-se dizer que a capacidade de liderar é atributo de alguns que nascem com características de liderança e têm mais facilidade em aprimorar esse talento. Mas o líder pode ser formado. Uma pessoa pode aprender a ser um líder, bastando vontade, esforço e dedicação. A liderança é uma habilidade e, como qualquer outra, pode ser trabalhada e melhorada. Existem pessoas que possuem um dom para liderar, outras levam jeito e algumas não levam jeito algum. Em cada uma dessas situações, serão necessários disciplina, treinamento e persistência para ser um bom líder. Vejamos então alguns elementos para fazer uma liderança eficaz.

- Não têm subordinados. Tem seguidores.
- Tem planos definidos. O líder sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus colaboradores.
- Faz com que as pessoas sob seu comando gostem de executar as tarefas que ele quer.
- Consegue que as pessoas queiram participar e se sintam realizadas com isso. As pessoas devem acreditar que os interesses do líder são os mesmos que os seus.
- Tem empatia. O líder de sucesso deve possuir a capacidade de se colocar no lugar do seu pessoal, de ver o mundo pelo lado de outras pessoas. Não precisa concordar com uma outra visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e respeitar e compreender seus pontos de vista.
- Auto-motivação. Deve conseguir se motivar para ser capaz de motivar os outros à sua volta. Deve manter a equipe entusiasmada.
- Transmite segurança e confiança. Tem conhecimento e domínio dos detalhes.
- Transmite senso de justiça. Toma decisões justas e não privilegia alguns. Todas as suas decisões e atitudes são transparentes.
- Não precisa ser infalível, mas precisa ter mais acertos que erros. Deve considerar a possibilidade de sua decisão se revelar errada e, portanto, fazer todas as considerações possíveis antes de tomar uma decisão. Mas mesmo que erre, não deve se preocupar. O líder deve saber reconhecer seu erro e com isso ganhar o respeito dos seus seguidores.
- Dar exemplo. Chega e sai no horário. Numa campanha de cortes não promove festas ou troca de carro.
- Sabe a importância de delegar tarefas.
- Não comanda pelo medo.
3. CHEFE OU LÍDER ?
Os principais estudiosos de Liderança começam a identificar nítidas diferenças entre um Chefe e um Líder. Parece oportuno, traçarmos um paralelo entre estas duas posições.
Chefiar é fazer com que as pessoas façam o que é "preciso."
Liderar é fazer com que as pessoas queiram fazer o que é preciso.

Os Chefes empurram, Os líderes puxam
Os Chefes comandam, Os líderes comunicam
Os Chefes são mestres, Os líderes são maestros
Os Chefes são comandantes, Os líderes são treinadores
Os Chefes são os donos da voz mais alta, Os líderes dos ouvidos mais acurados
O Chefe administra, O líder inova
O Chefe é uma cópia, O líder é original
O Chefe mantém, O líder desenvolve
O Chefe focaliza os sistemas e a estrutura, O líder inspira confiança
O Chefe pergunta "como" e "quando", O líder pergunta "o quê" e "por quê?"
O Chefe convive melhor no "status-quo", O líder desafia, muda.
O Chefe é um bom soldado, O líder é ele mesmo
O Chefe obtém resultados através - ou apesar - das pessoas, O líder desenvolve pessoas e grupo
O Chefe quer segurança e estabilidade, O líder quer desafios
Os Chefes são obedientes , Os líderes contestadores
Os Chefes são fazedores, Os líderes criativos.



EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

1. O que é liderança?
2. Qual a diferença entre gerência e liderança?
3. Quais os dois pilares que sustentam a liderança?
4. Quem pode ser líder?
5. Cite três elementos de uma liderança eficaz.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Capítulo III - Relações Humanas no Trabalho

CAPÍTULO III - RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO

1. PROCESSO DE MUDANÇA

No início da década de 1990 as empresas passaram por um processo de transformação, qual seja, o enxugamento de toda a estrutura organizacional (redução dos níveis hierárquicos) e mudanças organizacionais auxiliadas por inovações tecnológicas. Busca-se a otimização do fluxo de informações e da utilização de recursos materiais, humanos e financeiros.
O período de mudança está associado as inovações organizacionais e tecnológicas que se apresentavam em pleno desenvolvimento e expansão ao redor do mundo em 1990. As empresas precisaram incrementar a sua competitividade.
Os sistemas de produção vêm passando por um processo de racionalizando e otimização que o torna “enxuto” em vários aspectos. O mais notório e que causa maior preocupação é o relacionado à mão-de-obra. Esse processo demanda uma quantidade menor de mão-de-obra o que ocasionou o fechamento de centenas de postos de trabalho.
Ficou no passado simples aproveitamento da força física do trabalhador. Este passou a ser enxergado como um ser complexo, com necessidades sociais, econômicas e com potencial intelectual a ser explorado. Esse fator aliado à redução da mão-de-obra, os trabalhadores que permaneceram nas empresas e aqueles que disputam uma vaga no mercado fossem obrigados a mudar o seu perfil profissional. Exige-se dos profissionais variedade de habilidades (flexibilidade), soluções criativas, iniciativa, alto grau de engajamento na empresa e capacidade para tomar conhecimento de todo processo produtivo.
Portanto, o profissional deve ser capaz de realizar inúmeras atividades, bem como intervir no processo e no ambiente de trabalho. Deve saber se comunicar, desenvolver o relacionamento inter-pessoal e trabalhar em equipe. O mercado de trabalho exige profissionais capacitados, atualizados, com qualificação, mas que não sejam específicas e sim ágeis e flexíveis.


2. COMUNICAÇÃO E PERCEPÇÃO

É evidente que a comunicação é um fator imprescindível e cada vez mais valorizado no ambiente profissional. Para que as decisões organizacionais sejam tomadas com rapidez e qualidade, é importante que as organizações disponham de um sistema de comunicação eficiente, que permita a rápida circulação da informação e do conhecimento. Para isso é necessário o suporte da tecnologia e, principalmente, da relação interpessoal dos funcionários.
Dado, informação e conhecimento são elementos fundamentais para a comunicação. Mas seus significados não são tão evidentes.
Os dados não são elementos brutos, sem significado. Eles constituem a matéria-prima da informação. Dados sem qualidade levam as informações da mesma natureza.
As informações são dados com significado. São dados dotados de relevância e propósito. São dados processados e contextualizados. Uma vez que os dados não organizados e contextualizados, eles ganham um propósito e se tornam uma informação, que por sua vez, é a matéria-prima para se obter conhecimento.
O conhecimento é a informação dotada de valor. Esse valor é dado pelo próprio indivíduo e depende dos seus conhecimentos anteriores. Assim, adquirimos conhecimento por meio do uso das informações nas nossas ações. Dessa forma o conhecimento não pode ser desvinculado do indivíduo; ele está estritamente relacionado com a percepção do indivíduo, que codifica, decodifica, distorce e usa a informação de acordo com suas características pessoais.
É por isso que as distorções são tão comuns na comunicação. Para amenizar essas distorções e diminuir os problemas no processo de comunicação, devemos ter consciência que:

• Existem diferenças entre o queremos dizer e o que dizemos; entre o que dizemos e o que os outros ouvem; entre o que ouvem e o que entendem; entre o que entendem e o que lembram; entre o que lembram e o que transmitem.
• Existem informações que os indivíduos não percebem; informações que percebem e não ligam; informações que percebem e não entendem; que entendem e não usam.
• Nosso estado de espírito e humor podem afetar a maneira como lidamos com a informação.

Assim, sempre que quisermos aprender mais informações do contexto em que estamos inseridos, temos que ampliar as nossas habilidades perceptivas, porque o nosso modo de viver nos induz a um estreitamento perceptivo e uma visão restrita do mundo. Diferentes pessoas diante de um mesmo fato tendem a interpretá-lo de acordo com seus modelos mentais, percebendo o mesmo fato de formas diferentes.
Para melhorar a qualidade da comunicação, o ser humano precisa desenvolver as habilidades de se expressar e de ouvir. A ação comunicativa realmente ocorre quando as pessoas, livres de auto defesas ouvem e respeitam outros pontos de vista.

3. TRABALHO EM EQUIPE

Primeiramente, é necessário fazer uma diferenciação entre o grupo e a equipe.
Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns que se reúnem por afinidades. Ex: Grupo de amigos.
Equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas. A formação de uma equipe deve considerar as competências individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e atendimento das metas.
Para o sucesso do trabalho em equipe é preciso:

• Definir claramente os valores da empresa, as metas e os objetivos da equipe. Todos têm que saber qual o objetivo do trabalho, para que o esforço seja feito na mesma direção. A comunicação clara é fundamental para alcançar esse objetivo.
• Respeitar a individualidade e estimular a diversidade da equipe. As equipes são formadas por pessoas, que têm histórias de vida, conhecimentos e experiências diferentes. É papel do líder aceitar e estimular as diferenças. Aliás os próprios membros da equipe devem estimular uns aos outros. No time de futebol, por exemplo, cada jogador tem um talento que o difere dos demais. Assim deve ser a equipe do trabalho.
• Estabelecer papéis. Se os integrantes da equipe não sabem qual a função a desempenhar, não poderão atingir o objetivo comum. Algumas vezes é necessário treinar as pessoas; é papel do líder identificar se existe ou não a necessidade de treinamento.
• Motivar e reconhecer talentos. Com o tempo, é natural que a equipe perca o entusiasmo. É preciso evitar que uns poucos trabalhem e todos os outros cruzem os braços. É fundamental saber o que cada membro está fazendo de valor reconhecer a performance. Prêmios são sempre bons estimulantes quando o entusiasmo diminui.
• Aprender a lidar com conflitos. No trabalho em equipe, ou até mesmo em um grupo, é inevitável que haja choque de opiniões, personalidades e estilos. O desafio e saber valorizar a diferença e fazer do conflito em momento de aprendizagem e superação.
• Avaliar e monitorar. O monitoramento do trabalho e dos resultados é fundamental para que cada integrante saiba como está o seu desempenho, em que e como pode melhorar.

Outros pontos a serem observados por cada membro da equipe:

• Respeitar o próximo
• Saber ouvir e deixar falar
• Controlar as reações agressivas
• Respeitar as lideranças
• Procurar conhecer melhor os membros da equipe
• Evitar tomar a responsabilidade atribuída a outro
• Procurar a causa das suas antipatias
• Estar sempre sorridente
• Definir bem o sentido das palavras para evitar mal entendido
• Ser humilde nas discussões (o outro pode ter razão)

4. MOTIVAÇÃO

É o conjunto de fatores psicológicos, intelectuais ou afetivos que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo. Algumas pessoas nunca perdem o interesse e o entusiasmo pelo que fazem. Estão sempre estipulando objetivos pessoais e/ou profissionais e buscam concretizá-los. Não desanimam frente aos obstáculos que aparecem, pois a conquista do bem ou cargo almejado é fundamental.
Porém, a aqueles que não conseguem manter a motivação, desistem quando surge o primeiro problema, pois não se sente capaz ou pensa que o objetivo traçado não tem tanta importância. Alguns se contentam com o que são, com aquilo que têm e não vêem motivos para trabalhar mais, aprender coisas novas, iniciar um curso.
A empresa precisa estimula os seus funcionários, pois o desempenho deles afeta a qualidade do serviço, a produtividade e o bom andamento dos negócios. Daí a importância do líder, que estando tão perto do grupo pode perceber a falta de entusiasmo e buscar maneiras de revigorar e equipe ou o membro do grupo.
A motivação pode ser feita das mais diversas formas, por isso é preciso conhecer o indivíduo, suas habilidades e qualidades. É importante detectar o que causou o desentusiasmo para tentar solucionar a questão. A motivação pode vir por palavras de incentivo, bônus e prêmios para cada meta atingida ou tarefa realizada, reconhecimento perante todos os funcionários da empresa (funcionários do mês) etc.
Muitas organizações usam a participação nos lucros como incentivo. O funcionário se emprenha na perspectiva que seu trabalho lhe renderá frutos.


EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO


1. Que mudanças o processo de mudança trouxe para o trabalhador?
2. Quais os três elementos básicos da comunicação?
3. O que fazer para melhorar a qualidade da comunicação?
4. Qual a diferença entre grupo e equipe?
5. Cite três pontos no trabalho em equipe que dependem da própria equipe.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Capítulo II - Organização Empresarial

CAPÍTULO II - ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL


1. INTRODUÇÃO


De forma geral, podemos dizer que existe organização quando duas ou mais pessoas trabalham juntas para alcançar um propósito comum através da divisão do trabalho – desdobramento de tarefas complexas em atividades mais simples, atribuídas a pessoas especializadas no desempenho de cada uma delas. CHIAVENATO ensina que quando duas ou mais pessoas trabalham juntas, de forma coordenada e cooperativa, podem realizar mais do que cada uma delas faria isoladamente. Esse conceito é chamado de sinergia.

A organização da empresa é uma ordenação de atividades e recursos, visando o alcance de objetivos e resultados pré-estabelecidos. Essa organização requer planejamento, direção e controle:

- Planejamento: estabelecimento de objetivos e resultados, bem como os meios para alcançá-los.
- Direção: é a orientação e coordenação das atividades e recursos visando alcançar os resultados e objetivos planejados.
- Controle: é o controle e avaliação dos resultados obtidos em relação aos objetivos traçados e resultados esperados.

Podemos dizer então que a dinâmica da organização empresarial é um conjunto de todos os conceitos vistos até agora. Vamos entender melhor: depois de feito o planejamento, as atividades são iniciadas e desenvolvidas através da divisão do trabalho. Os colaboradores, utilizando a sinergia, realizam suas tarefas de forma orientada e dirigida, buscando alcançar os resultados do planejamento. Enquanto isso se faz um monitoramento e controle das atividades, até a posterior avaliação para verificar se os resultados obtidos são os mesmos daqueles planejados.

Para que tudo isso aconteça, a dinâmica da organização deve ser pautada em uma estrutura organizacional, rotinas e procedimentos.


2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A estrutura organizacional é o conjunto de unidades ou órgãos inter-relacionados através de relações funcionais e hierárquicas, utilizadas para integrar todos os recursos da empresa (humano, financeiro e material) e alcançar os objetivos estabelecidos.
Pode-se dizer também que a estrutura organizacional é o conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa.
As unidades organizacionais são os departamentos, seções, divisões etc que compõem a empresa. As relações funcionais e hierárquicas são as relações existentes entre superior e subordinado.

A estrutura organizacional varia de empresa para empresa, pois é delineada de acordo com os objetivos estabelecidos.

2.1. Estrutura Informal

Esse tipo de estrutura consiste numa rede de relações sociais e pessoais que não é estabelecida formalmente, ou seja, surge da interação entre as pessoas, desenvolvendo-se espontaneamente. Os grupos informais surgem pelo interesse comum entre as pessoas, nos períodos de lazer, na hora do cafezinho etc. Hoje as estruturas informais existem em qualquer tipo e tamanho de empresa e, independente de ser útil ou prejudicial, tem a característica de não poder ser extinta.

A estrutura informal apresenta diferentes níveis de atuação, sendo o mais importante o da liderança informal.
A liderança informal surge por várias causas: idade, antiguidade, competência técnica, carisma, personalidade agradável e comunicativa, etc. As pessoas adotam o indivíduo como líder, independente do cargo que ele ocupa, ou seja, mesmo que ele não esteja locado em cargo de chefia ou hierarquicamente superior. Esse tipo de liderança apresenta vantagens e desvantagens:

Vantagens Desvantagens

Rapidez no processo Desconhecimento da chefia
Redução da carga de comunicação entre chefe Dificuldade de controle
e empregado Atrito entre pessoas
Motivação e integração das pessoas da empresa

Para a estrutura informal não se tronar uma força negativa dentro da empresa, a administração pode tentar conciliar e/ou integrar os grupos formais e os informais, harmonizando as tarefas e criando um ambiente favorável para o rendimento e produção.

2.2 Estrutura Formal

Essa é a estrutura adotada pela grande maioria das empresas. É uma estrutura planejada e formalmente apresentada em um organograma. O quadro de funcionários é organizado, bem como os órgãos (setores) que formam a empresa.

3.ORGANOGRAMA

Antes de definir organograma e entender seu objetivo e funcionamento, precisamos entender a base do organograma: a departamentalização. A departamentalização é o agrupamento das atividades e recursos (humanos, financeiros, materiais) em unidades organizacionais. É a divisão da empresa, dos órgãos (setores) que compõem sua estrutura-base. Ex: departamento de compras, vendas, recursos humanos, etc. Não há departamentalização ideal, pois, dos vários tipos existentes, todos apresentam vantagens e desvantagens. A empresa deve buscar aquela que mais se adequa às suas atividades.

Organograma é um gráfico que representa a estrutura formal da empresa, especificando seus órgãos, níveis hierárquicos e as principais relações formais existentes. Sua finalidade é permitir uma visualização rápida da forma como a empresa está organizada e quais as relações hierárquicas existentes na mesma. Mostrar as vinculações e/ou relações de interdependência entre os órgãos.

3.1 OBJETIVOS

· Demonstrar a divisão do trabalho.
· Destacar a relação superior-subordinado e a delegação de autoridade e responsabilidade.
· Evidenciar o trabalho desenvolvido em cada unidade.

3.2 REQUISITOS

. Simplicidade: apresentar apenas os elementos essenciais para a compreensão da estrutura organizacional.
· Padronização: uniformidade e coerência
· Atualização: retratar a realidade da organização em determinado momento.

3.3 TIPOS
Levando em consideração a forma como o organograma se apresenta ele pode ser clássico/ vertical, linear, circular.

- ORGANOGRAMA CLÁSSICO OU VERTICAL

Esse tipo de organograma demonstra claramente a unidade de comando. A unidade de comando quer dizer que o empregado se reporta e recebe ordens só de um superior imediato. A autoridade é mantida em linha reta, partindo do mais elevado nível hierárquico até atingir os funcionários localizados no plano inferior. Geralmente, os chefes superiores só delegam atribuições quando se encontram assoberbados.

Tem como características:
- a chefia como fonte exclusiva de autoridade;
- as ordens seguem por via hierárquica;
- cada empregado recebe ordens de um só chefe imediato e se reporta exclusivamente a ele;
- as comunicações entre órgãos são efetuadas exclusivamente através das linhas existentes no organograma;
- as decisões são centralizadas na cúpula da organização

- ORGANOGRAMA HORIZONTAL OU DE LINHA

Existem menos níveis hierárquicos e há a possibilidade de assessoramento.


Tem como características:

- Cada órgão se reporta a apenas um órgão superior, porém, cada órgão pode receber assessoria e serviços especializados de outros órgãos;
- Separação entre órgãos operacionais (executivos) e órgãos de apoio (assessores); no qual órgãos especializados aconselham os chefes de linha no que diz respeito a alguns aspectos de suas atividades.
- Assegurar assessoria especializada, mantendo o princípio da autoridade única.

RADIAL OU CIRCULAR




Utilizado nas instituições mais modernas e mais flexíveis, em que o trabalho em grupo é a marca maior, não havendo intenção de ressaltar maior importância deste ou daquele órgão. É o menos comum.


OBS: para uma melhor aprendizagem sobre organograma é valido o entendimento dos seguintes conceitos:

RESPONSABILIDADE: refere-se à obrigação que uma pessoa tem de fazer alguma coisa para alguém. Portanto, quando um subordinado assume determinada obrigação, deve prestar contas à pessoa que lhe atribuiu a responsabilidade.

A quantidade de responsabilidade pela qual o subordinado terá de prestar contas determina a quantidade de autoridade delegada. Outro aspecto é que permanece na responsabilidade a obrigação do indivíduo a quem ela foi atribuída, ou seja, responsabilidade não se delega.
AUTORIDADE: é o direito de fazer alguma coisa. Ela pode ser o direito de tomar decisões, de dar ordens e requerer obediência, ou simplesmente o direito de desempenhar um trabalho que foi designado. Observa-se que, ao descer do nível hierárquico mais alto para o nível hierárquico mais baixo, a amplitude de autoridade vai diminuindo até chegar ao limite mínimo.

COMUNICAÇÃO: é a rede por meio da qual fluem as informações que permitem o funcionamento da estrutura de forma integrada e eficaz. Existem dois tipos diferentes de formação de esquemas de comunicação:
- o formal, que é planejado e segue a corrente de comando numa escala hierárquica;
- o informal, que surge espontaneamente na empresa, em reação às necessidades dos seus membros. A comunicação informal pode ser ruim para a empresa, quando propaga muitos boatos, ou ser boa, quando facilita a ajuda entre seus membros. Uma boa estratégia para amortizar os efeitos negativos da comunicação informal é cada chefe fazer parte de seu fluxo, já que não há como eliminá-la.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO


1. O que é organização?
2. O que é divisão do trabalho?
3. O que é sinergia?
4. Quais as três etapas da organização empresarial?
5. O que é estrutura organizacional?
6. Quais os dois tipos de estrutura organizacional?
7. O que é organograma?
8. Quais os objetivos do organograma?
9. Quais os requisitos do organograma?
10. Quais os três tipos mais comuns de organograma?
11. Qual a diferença entre autoridade e responsabilidade?
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